"Existem dois tipos de voz passiva: a passiva analítica e a passiva sintética.
A passiva analítica é formada pelo verbo ser somado ao particípio do verbo principal, como em: "São notados alguns sinais de recuperação na recém-abalada economia global". Nota-se que o verbo está no plural, concordando com o sujeito "alguns sinais de recuperação".
Para ter certeza, podemos permutar o sujeito pelo pronome eles e copiar o restante do enunciado, assim: "eles são notados na recém-abalada economia global".
A passiva sintética, por sua vez, apresenta-se com o pronome apassivador se somado ao verbo principal, que deverá concordar com o sujeito. Assim: "Conserta-se sapato", "Vendem-se casas".
Esses são exemplos dos chamados casos de oração com sujeito determinado paciente, exemplos que podem ser facilmente transformados em voz passiva analítica: "Sapato é consertado" e "Casas são vendidas".
Ubaldo L. de Oliveira (em A estrutura sintática da frase) lembra-nos que é fundamental não nos esquecermos da própria predicação verbal para determinarmos o sujeito paciente, pois voz passiva analítica ou voz passiva sintética só ocorre com o verbo transitivo direto (consertar, vender, etc.) ou verbo transitivo direto e indireto."
Fonte: Jorge Viana de Moraes em UOL Educação
Prova: CESGRANRIO - 2011 - TRANSPETRO - Engenheiro Júnior - Engenharia de Produção
O trecho em que se encontra voz passiva pronominal é:
a) “feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.” (L. 20-21) (voz reflexiva)
b) “Recolher-se em casa,” (L. 23) (sujeito indeterminado)
c) “sinal de que não se arrumou ninguém” (L. 26-27)
d) “Mas, se a gente aprende a gostar (...)” (L. 55) ("se" como partícula condicionadora)
e) “nela a gente se refaz (...)”(L. 65) (voz ativa)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
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