domingo, 30 de outubro de 2011

Interacionismo Simbólico IV

PETROBRAS 2010 - CESGRANRIO - JORNALISMO

24 Um consenso operacional, envolvendo algumas percepções, permite a ocorrência de uma definição comum da situação. No entanto, se a representação vacila ou é contrariada, pode haver uma ruptura na interação. Quando Goffman menciona situações de risco de ruptura, ele aponta atributos e práticas defensivas que evitam a ocorrência de incidentes, como “gafes”, “mancadas” e “passos em falso”. No caso específico de situações de interação, das quais podem advir consequências importantes, como as de entrevista de candidato a trabalho, de apresentação de profissionais da televisão e de políticos, ele aponta atributos e práticas defensivas de
(A) lealdade dramatúrgica.
(B) disciplina dramatúrgica.
(C) circunspecção dramatúrgica.
(D) domínio de rosto e voz.
(E) tato.


"LEALDADE DRAMATÚRGICA
• Não revelar segredos;
• Aceitar papéis coadjuvantes e protagonistas conforme o bem da equipe;
• Não se ligar emocionalmente (ou interesseiramente) à platéia.

Técnicas e práticas
• Estabelecer solidariedade moral, emocional e material entre membros da equipe;
• Transferir funcionários periodicamente para que não se apeguem a clientes.

DISCIPLINA DRAMATÚRGICA
• Manter a aparência de estar agindo espontaneamente;
• Ter distanciamento emocional (“sangue-frio”) para poder lidar com contingências;
• Aparentar estar atento a seu papel, mas estar atento à cena como um todo (incluindo a platéia);
• Não cometer gestos involuntários e passos-em-falso;
• Encobrir instintivamente (ou diminuir a importância através de humor, justificação ou profundo pedido de desculpas de) um comportamento inadequado de um companheiro sem parecer fazê-lo;
• Ser competente.

Técnicas e práticas
• Suprimir seus sentimentos espontâneos evitando assim revelação de informações e que assistentes se sintam membros da equipe.
• Domínio do rosto e da voz: não se perturbar em mudar rapidamente entre situações que requeiram diferentes graus de formalismo


CIRCUNSPECÇÃO DRAMATÚRGICA
• previsão e planejamento
• prudência.

Vantagens:
• Prevenir passos-em-falso;
• Prevenir gestos involuntários, pois o ator circunspecto se sente mais seguro;
• Diminuir a gravidade de uma intromissão inoportuna;
• Preparar reações a possíveis cenas.
• Importância do treino e discussão de fatos, quando nos bastidores ou em teatros próprios;
• Técnicas para escolher membros leais e disciplinados;
• Concentrar responsabilidade, poder, informação, etc, na equipe;
• Cálculo de até que ponto se pode confiar nos membros;
• Escolha de platéias convenientes (normalmente pequenas) e de espetáculos de curta duração (p ex através da escolha de teatros*, preços do ingresso, horários, ocasiões);
• Calcular à quanta informação a platéia deve ter acesso durante a representação e estimar o que podem já saber ou conseguir fora dela (ex. tapetes escuros);
• Instruir a platéia sobre como agir.

Dilemas enfrentados:
• entre contar com a cooperação de maior número de pessoas (nem que seja para fazer número) tanto na equipe como na platéia e de temer a probabilidade de acontecer uma ruptura à medida que o número de envolvidos aumente.
• entre prender-se nos fatos adaptando a representação ou fazer uma representação que convincentemente siga padrões esperados (mesmo que com resultados menos satisfatórios) para manter uma impressão de profissionalismo e não poder ser acusado de negligência. (Estamos falando do grau de rigidez do script)
• entre ter uma equipe pequena, onde há menos gente para errar, e ter uma equipe grande, onde os esforços e a responsabilidade são dissipados."

Fonte: Prof. Eric Calderoni em Relações Interpessoais e Relações Internacionais

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