Princípios arquivísticos
1) Organicidade: é a relação natural entre documentos de um arquivo em decorrência das atividades da unidade produtora.
2) Proveniência: origem de documentos. Sua aplicação se dá no fundo de arquivo.
3) Unicidade: qualidade pela qual os documentos de arquivo conservam caráter único em função de seu contexto de origem, a despeito de forma, espécie ou tipo.
4) Respeito aos fundos: permite que se mantenham os valores de prova inerentes aos papéis que são produtos de atividade orgânica.
Arranjo (de fundo de arquivo): é o processo de agrupamento dos documentos singulares em unidades significativas, e o agrupamento, em relação significativa, de tais unidades entre si. OU é a ordenação dos conjuntos documentais remanescentes das eliminações, obedecendo a critérios que respeitam o caráter orgânico dos conjuntos, interna e externamente. OU Consiste em atividades intelectuais de análise do tipo, proveniência, origens funcionais e conteúdo dos documentos. Deve ser estabelecida, tanto quanto possível, a ordem originárias (podendo as miscelâneas terem critérios mais flexíveis). Deve ser precedido do levantamento da evolução institucional da entidade produtora.
Métodos de restauração
*Conservação: conjunto de ações que visa desacelerar o processo de degradação de documentos.
*Restauração: busca a reversão de danos físicos ou químicos adquiridos pelo documento ao longo do tempo e do uso.
1) Fumigação ou desinfestação: utilização de agentes químicos para preservar os documentos livres de insetos e microorganismos. A limpeza, que é a fase posterior à fumigação, pode ser feita em mesas higienizadoras com um pano macio, uma escova ou um aspirador.
2) Umidificação: procedimento em que documentos ressecados são colocados em uma atmosfera úmida, para readquirirem flexibilidade pela absorção de vapor d´água.
3) Encapsulação: processo no qual o documento é colocado entre duas superfícies de plástico transparente, cujas bordas são seladas.
4) Banho de gelatina: banho de gelatina ou cola que protege e aumenta a resistência do documento. Não prejudica sua visibilidade ou flexibilidade.
5) Alisamento: coloca os documentos em bandejas de aço inoxidável para arejar, umidifica em câmaras propícias a isso e passa a ferro as folhas uma a uma.
* Metro linear: unidade de medida para mensurar documentos textuais em suporte papel.
VER COMENTÁRIOS
Mais material em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/saesp/texto_pdf_17_Como%20fazer%20analise%20diplomatica%20e%20analise%20tipologica.pdf (página 23 fala dos princípios)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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Engraçado, pq aqui a definição do principio da organicidade está parecendo mais com a definição da Heloisa, de Meio Genético-meio natural, como ele falou...o da Heloisa então seria o da Unicidade né?
ResponderExcluirMarcela
Oi! acho que não. Aqui a palavra natural tá em outro sentido, não no literal. Mas, veja bem: eu simplesmente peguei a folhinha das questões e copiei algumas questões que tão com as definições corretas. Não cheguei a pegar de um autor ou de outro. O cara faz muita salada em aula! To meio que despindo as anotações pra ter só o que a banca cobra...
ResponderExcluirO da Heloísa eu não copiei porque não ficou muito claro pra mim como que isso cai em prova...
te enviei um e-mail...
BELLOTTO, HELOÍSA LIBERALLI. COMO FAZER ANÁLISE DIPLOMÁTICA E ANÁLISE TIPOLÓGICA DE DOCUMENTO DE ARQUIVO. SÃO PAULO : ARQUIVO DO ESTADO, IMPRENSA OFICIAL, 2002. Disponível em: . Acesso em 17 de agosto de 2010.
ResponderExcluir"Aliás, os princípios fundamentais da Arquivística esclarecem essas peculiaridades dos documentos de arquivo e devem estar perfeitamente presentes, senão nos estudos diplomáticos, seguramente nos estudos tipológicos. São eles:
1) o da proveniência. É a marca de identidade do documento relativamente ao produtor/acumulador, o seu referencial básico, o “princípio, segundo o qual os arquivos originários de uma instituição ou de uma pessoa devem manter sua individualidade, não sendo misturados aos de origem diversa”;
2) o da unicidade, ligado à qualidade “pela qual os documentos de arquivo, a despeito da forma, espécie ou tipo, conservam caráter único em função de seu contexto de origem”. Esse princípio nada tem que ver com a questão do “documento único”, original, em oposição às suas cópias. Esse ser “único”, para a teoria arquivística, designa que, naquele determinado contexto de produção, no momento de sua gênese, com aqueles caracteres externos e internos genuínos e determinados dados, os fixos e os variáveis, ele é único, não podendo, em qualquer hipótese, haver outro que lhe seja idêntico em propósito pontual, nem em seus efeitos;
3) o da organicidade, sua condição existencial. As relações administrativas orgânicas refletem-se no interior dos conjuntos documentais. Em outras palavras, a organicidade é a “qualidade segundo a qual os arquivos refletem a estrutura, funções e atividades da entidade produtora/acumuladora em suas relações internas e externas”. Os documentos determinantes/resultados/conseqüências dessas atividades guardarão entre si as mesmas relações de hierarquia, dependência e fluxo e
4) o da indivisibilidade, sua especificidade de atuação. Fora do seu meio genético, o documento de arquivo perde o significado. Também conhecido como “integridade arquivística, é característica que deriva do princípio da proveniência, segundo a qual um fundo deve ser preservado sem dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou acréscimo indevido” (CAMARGO & BELLOTTO, 1996)."
BELLOTTO, HELOÍSA LIBERALLI. COMO FAZER ANÁLISE DIPLOMÁTICA E ANÁLISE TIPOLÓGICA DE DOCUMENTO DE ARQUIVO. SÃO PAULO : ARQUIVO DO ESTADO, IMPRENSA OFICIAL, 2002. P. 25.
ResponderExcluir"Os caracteres ou elementos externos ou físicos [dos documentos] são:
- o espaço;
- o volume que o documento ocupa;
- sua quantidade;
- o suporte (material sobre o qual as informações são registradas, como papel, pergaminho, filme, disco óptico, disco magnético, fita magnética etc.);
- o formato (configuração física de um suporte, de acordo com a sua natureza e o modo como foi confeccionado, tais como caderno, códice, folha avulsa, livro, tira de microfilme etc.);
- a forma ou a tradição documental, que é o estágio de preparação e transmissão de um documento (minuta, original, cópia);
- o gênero (configuração que assume um documento de acordo com o sistema de signos utilizado na comunicação de seu conteúdo, permitindo que seja denominado textual, iconográfico, sonoro, audiovisual, informático);
- e até aqueles elementos menos corpóreos que alguns autores consideram intermediários, tais como a língua (também entendida como elemento interno),
- o modo da escrita,
- a espécie e
- o tipo (CAMARGO & BELLOTTO, 1996; CRUZ MUNDET, 1994)."